sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O meu devaneio

Atirando-me ao horizonte, observando as grandes matas, belas cascatas no meio de grandes árvores entranhadas de cipó, onde geme a coruja e canta o rouxinol, o cheiro do verde me encanta e a alegria dos residentes me espanta!
Por que? Nós homens, que tudo isso contemplamos, conversamos, sorrimos e cantamos, nãopodemos viver sorridentes em uma sociedade contente? Perdemos muitas vezes as amizades por pequenos xodós. Assim, vivemos descontentes em convivência sem harmonia, tornando-nos desalentados em meio a tanta beleza, mas não passamos de um arigo.
Não mais vemos, nem entendemos que já por muito não sabemos e por isso não convivemos. A própria natureza nos tem dado um nó, e nem assim entendemos que somos homens e que somos pó.
Que Deus de nós tenha dó.


Quem não tem saudades?

Saudades...! Uma coisa que todos temos um pouco – ou muito. Pode ser contínua ou de tempos em tempos.
Mas o que é saudade? Ah, é o refluxo do passado que a nossa alma regurgita. É um reflexo da mente que nos atormenta algumas vezes ou quando vemos ou fazemos coisas que nos lembram daquele passado distante que se torna bem presente. Isto é a vida. é o existir, é o viver.
Alguém diria: Eu não vivo de lembranças! Sim, concordo. Mas quem não as tem? Lembranças de um passado bom ou ruim? Da primeira namorada, da primeira compra, do primeiro beijo, lhe digo com certeza, que quem não sente saudade é um morto vivo na verdade. Mas devemos ser sinceros com toda simplicidade, por favor, não me fale em cumplicidade.